É ser boca dos animais   Leave a comment

Escrever 
Deixar escrito
É deixar para outro dia a morte
Dos versos
E dos inversos
É ser boca dos animais
E quando preciso
Das árvores sorriso
Escrever é egoísta
Uma escrita
Quer ser adorada
Não desiste de habitar
Tudo e nada
Uma escrita não envelhece
Apenas esmorece
Quando passam dias
E dias e dias
Que ninguém lê
Um poema não fica velho
Porque ser velho
É não poder recuperar um dia perdido
E um poema escrito
Poderá ser
Sempre lido

Texto: Raul Cordeiro

Foto: João Carvalho (No regresso do Caminho de Santiago, entre Redondela e Porto)

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Posted 21 de Junho de 2011 by João Carvalho in Foto, Pensamentos

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